Rádio Muzangala

REI LWANDJANGOMBE IV DEFENDE REQUALIFICAÇÃO DA OMBALA DA TCHIYAKA

 REI LWANDJANGOMBE IV DEFENDE REQUALIFICAÇÃO DA OMBALA DA TCHIYAKA

O rei dos Vatchiyaka, Evaristo Paris “Lwandjangombe IV”, defendeu a requalificação da Ombala da Tchiyaka, localizada no município do Chinjenje, província do Huambo, para dar maior dignidade à força dos ancestrais, que lutaram contra o colonialismo e garantiram a paz e o bem-estar da população.

O rei entende ser necessário que se construa uma estrutura que dignifique o poder tradicional, olhando para o actual contexto e pelo importante papel que os sobas exercem nas comunidades, por serem os defensores dos valores positivos na sociedade.

O soberano manifestou que uma possível requalificação da Ombala vai deixar mais activa e viva a cultura e tradições dos povos Ovimbundu, possibilitando que esse legado seja contado às gerações vindouras, para que a História não se apague.

O Rei da Ombala da Tchiyaca, Evaristo Pedro Paris “Lwanjangombe IV”, almeja maiores investimentos e valorização das potencialidades turísticas, históricas e culturais no município do Chinjenje, de forma a contribuir para transformar o conhecimento oral em suporte escrito.

O soberano da Tchiyaka afirmou que o seu território tem muitas áreas turísticas, como as quedas de Tchiyoya, os Dez Rios, o Kalui Kovita, zona turística de Kayembe, Katchopue, Fazenda Rio Panda, Ombala Yeye, entre outros, que precisam ser divulgados e investigados, porque foram nesses lugares onde se desenvolveram os factos tradicionais da ancestralidade e pontos de resistência da luta contra a ocupação colonial.

Segundo o rei, muitas dessas zonas turísticas, como a de Katchopue, são sítios de referência histórica, um poço onde os ancestrais tiravam água para o consumo e o local onde se fabricava os canhangulos, as espingardas de guerra, usadas antigamente pelos mais-velhos, sendo que este espaço abre as portas para a busca da investigação da História da região.

Para que a frequência nestes locais históricos seja um facto, manifestou, é necessário que se reabilitem as vias de acesso e a construção de infra-estruturas que sustentem o turismo rural.

Na ocasião, o historiador Francisco Paiata sublinhou que a região cultural da Tchiyaka, representa, para o país, um mosaico tradicional muito forte, onde se destacam a culinária, os valores orais, as danças e canções folclóricas que eram usadas em momentos festivos, como nas cerimónias de eyele, em que se realizava o balanço da actividade agrícola e a entronização dos reis e outras ocasiões festivas.

Francisco Paiata lembrou que o reino da Tchiyaka era solidário com os outros povos da região, porque partilhava informações, quando um vizinho fosse atacado pela força colonialista e ajudava a combater o inimigo, mantendo a coesão e a união.

O historiador vê os povos da Tchiyaka como ricas tradições que elevam, ao mais alto possível, a ancestralidade no cumprimento da oralidade, mitos e uma produção artesanal de artefactos que despontam o seu padrão de civilização antiga.

Quanto aos locais turísticos históricos, destacou o rio Kalui Kovita, que era o ponto de referência para o descanso dos mercadores de sal e do tráfico de escravos naquela época, que vinham da província do Moxico, passando pelo Bié com o destino a Benguela.

O reino da Tchiyaka abrange os municípios do Chinjenje, Longonjo, Ucuma, contempla igualmente parte das províncias de Benguela, Cuanza-Sul e Huíla, fundado em 1520 pelo primeiro soberano Tchilulu Vanguevangue, representado actualmente pelo Rei Lwandjangombe IV, que é o 40.º soberano da dinastia dos Vatchiyaka, desde a sua instituição.

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