MONÓLOGOS DA VAGINA EXALTA PAPEL DA MULHER
Dicla Burity, Elsa Marques, Slávia dos Santos, Eliane Silva, Whitney Shikongo e Yolanda Viegas são as actrizes em cena na 5.ª temporada de “Monólogos da vagina” (2026), em Angola, com apresentações hoje e amanhã, às 20h30, e domingo, às 19h00, na Casa das Artes, em Talatona.
A Casa das Artes, no Talatona, acolhe de sexta-feira a domingo a estreia da nova roupagem da peça teatral “Monólogos da Vagina”, agora adaptada a uma versão mais próxima do contexto angolano. Dirigida por Sophia Buco, a produção aborda temas como sexualidade, identidade, essência e empoderamento feminino, com o objectivo de entreter, educar e consciencializar a sociedade sobre o valor da mulher nas suas mais diversas dimensões.
Inspirada no texto original da escritora e dramaturga norte-americana Eve Ensler, a peça, reconhecida mundialmente pela sua coragem, profundidade e impacto social, ganha nesta versão uma forte ligação à realidade sócio-cultural angolana. A adaptação procura retratar as vivências e complexidades do universo feminino, desde a menarca, a primeira menstruação, até ao papel da mulher enquanto esposa e chefe de família, reflectindo as lutas, desafios e conquistas enfrentados ao longo das diferentes fases da vida.
Em cena, seis actrizes de distintas gerações, Dycla Burity, Whitney Shikongo, Elsa Marques, Eliane Silva, Slávia dos Santos e a veterana Yolanda Viegas, dão vida a monólogos que cruzam denúncia, reflexão e expressão artística. Cada interpretação representa uma fase ou contexto específico do universo feminino, explorando as suas singularidades e levando o público a uma viagem intensa e profundamente humana.
Mais do que um espectáculo teatral, “Monólogos da Vagina” afirma-se como um espaço de diálogo e intercâmbio, onde são debatidos tabus ligados à sexualidade, ao amor-próprio, à auto-aceitação, aos estigmas e preconceitos. A peça assume igualmente um papel activo na prevenção da violência contra a mulher, ao dar voz a histórias reais, muitas vezes silenciadas, transformando cada monólogo num acto simultâneo de denúncia e de cura.
Produzida pela Bucos Produções, a obra tem vindo a ser apresentada em Angola desde 2018, consolidando-se como uma referência no panorama teatral nacional. Ao longo das suas várias temporadas, contou com a participação de diversas actrizes de renome, mantendo sempre uma abordagem marcada pelo rigor artístico e pela sensibilidade social.
Com apresentações hoje e amanhã, às 20h30, e no domingo, às 19h00, na Casa das Artes, em Talatona, esta 5.ª temporada reforça o estatuto da peça como um movimento de consciencialização e resistência feminina, promovendo a dignidade da mulher e incentivando uma reflexão profunda sobre o seu papel na sociedade angolana.
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